Octávio Marrão, natural de Baçal, é arquiteto, presidente da Direção da Associação Cultural "Abade de Baçal". Nos tempos livres, dedica-se à construção de máscaras tradicionais com que os rapazes se metamorfoseiam de caretos na festa dos Reis de Baçal.
Material usado: lata, latão, cobre, alumínio, zinco, chapa zincada, lã, raízes de freixo, partes de móveis velhos, casca de silva e palha (para a técnica do escrinho)...
Octávio Marrão, natural e residente em Baçal, arquiteto, sempre se interessou pela arte e pelo artesanato.
A construção das máscaras surgiu a partir da necessidade de dotar os rapazes deste adereço essencial aos caretos da festa dos Reis de Baçal, no âmbito da Associação Cultural “Abade de Baçal”. Começámos a trabalhar e verificámos que podíamos aproveitar o material de peças velhas, já em desuso, como caldeiras e latos velhos. Dar uma vida nova a objetos velhos e, assim, criar uma imagem de máscaras com a marca de autenticidade e, ao mesmo tempo, reciclar.
Material usado: lata, latão, cobre, alumínio, zinco, chapa zincada, lã no seu estado em bruto, raízes de freixo, restos de móveis velhos, etc…
Também usamos o escrinho que é uma técnica que usa casca de silva e palha de centeio. Esta técnica era usada pelo nossos antepassados para fazer cestos e recipientes vários que, mais tarde, Ofélia Marrão, irmã de Octávio, adaptou à construção de máscaras. Agora é também ele que passou a fazer máscaras com esta mesma técnica.